Versos que delineiam as oito consciências

八識規矩頌

CBETA X55 No. 897

 

Por Mestre do Tripitaca Xuanzang, da dinastia Tang

Tradução para o inglês e explicação por Ronald Epstein

Versão original em inglês em: http://online.sfsu.edu/~rone/Buddhism/Yogacara/BasicVersescontents.htm

 

Tradução para o português por Daniel Arraes

 

I - Introdução

Este trabalho, escrito pelo Mestre do Tripitaca Xuanzang (596-664 d.C.) a pedido de seu mais renomado discípulo e sucessor, Mestre do Darma Kwei Ji (632-682 d.C.), é um sumário da doutrina contida no trabalho mais célebre de Xuanzang, o Tratado sobre a Consciência Apenas. O Tratado sobre a Consciência Apenas é um comentário aos Trinta Versos sobre a Consciência Apenas, escrito por Bodisatva Vasubandhu (por volta do séc. IV d.C.). O tratado [de Xuanzang] é baseado nos comentários sânscritos do Venerável Dharmapala (cerca do séc. VI d.C.) e de outros nove mestres indianos. Dharmapala foi o tutor de Silabhadra, abade do monastério Nalanda e professor do próprio Xuanzang.

Os Trinta Versos sobre a Consciência Apenas de Vasubandhu é por sua vez um sumário em versos do principal trabalho sistemático da escola Consciência Apenas, o Tratado sobre os Estágios da Prática da Ioga, que é atribuído alternativamente ao irmão mais velho de Vasubandhu, o Bodisatva Asanga (cerca do séc. IV d.C.) – de acordo com a tradição tibetana – ou ao mestre supramundano de Asanga, o Bodisatva Maitréia – de acordo com a tradição chinesa. De qualquer maneira, de acordo com a biografia de Xuanzang (Vida de Hsuan Tsang, por Hui-li), Asanga entrou em samadhi e ascendeu ao pátio interno do Paraíso Tushita para aprender a doutrina da Consciência Apenas com o Bodisatva Maitréia

Em poucas palavras, os Versos que delineiam as oito consciências são um sumários em versos do comentário do sumário em versos do Tratado sobre os Estágios da Prática da Ioga. Apenas  uma simples explanação do significado de cada uma das linhas dos versos é dada.

 

Ponto de vista

O ponto de partida da escola Consciência Apenas é que tudo que tudo é criado da mente, já que é “consciência apenas”.Tudo, desde o nascimento e morte até a causa de alcançar-se o nirvana, é baseado no surgir e cessar da consciência, ou seja, de distinções na mente. A doutrina da Consciência Apenas é caracterizada por sua extensa e sofisticada investigação das características dos darmas. Pois se pudermos distinguir aquilo que é real daquilo que não é, se pudermos distinguir o que é a consciência criadora de distinções e não confundi-la com a mente iluminada originalmente pura, clara e radiante, então podemos rapidamente abandonar a primeira e permanecer na segunda. Mestre Chan Han-shan (1546-1623 d.C.) disse, "Quando a Consciência Apenas se fez ser conhecida por eles (ou seja, aqueles dos veículos Hinaiana), eles sabiam que [todos os darmas] não tinham existência independente de suas próprias mentes. Se não se enxerga a mente com a mente, então não se pode chegar à qualquer característica. Dessa maneira, ao desenvolverem as habilidades espirituais necessárias para a investigação meditativa, as pessoas são ensinadas a olharem para aquilo que está para além de coração, mente e consciência e a buscarem aquilo que está para além dos estados de pensamento irreais (e poluídos)."

 

II - Texto e explicação

 

II.a – Tradução dos versos

 

Parte um: as primeiras cinco consciências

A percepção direta e verídica de estados naturais pode envolver qualquer uma das três naturezas.

Três consciências – visual, auditiva e tátil – ocupam dois níveis.

[Elas interagem com] os universalmente interativos, os estados particulares, os onze virtuosos;

as duas de classe intermediária, as oito de classe superior, ambição, raiva e tolice.

 

As cinco consciências são todas apoiadas por órgãos [feitos de] formas puras.

Aquela com nove precondições e aquelas com sete e oito, são vizinhas próximas.

Três percebem o mundo das máculas através do contato e duas percebem-no à distância.

Os tolo têm dificuldade em distinguir a consciência do orgão.

 

A transformação da divisão percebida na contemplação da vacuidade é meramente a Sabedoria Alcançada Subseqüentemente.

Na fruição, se ainda houver um eu, não há a verdade total.

Durante o surgimento inicial da perfeita claridade, o estado de ausência de contaminações é realizado.

Usando três tipos de Corpo de Transformação, traz-se a roda do sofrimento à um repouso.

 

Parte dois: a sexta consciência

Tendo três naturezas e três modos de conhecimento, permeia os três estados.

Na medida em que gira a roda, ela facilmente vem a conhecer os Três Reinos nos quais se revira.

Ela interage com todos os cinqüenta e um Darmas Interativos com a Mente.

Tão logo seja virtuosa ou não-virtuosa, ela cria distinções e as acompanha.

 

Suas três naturezas, os três estados com os quais se relaciona e seus três tipos de sensação estão constantemente em fluxo.

As aflições básicas e subsidiárias juntas com a fé e outros darmas virtuosos sempre surgem em conjunto com a sexta consciência.

Na ação física e na fala, ela é a mais importante,

E traz [o processo] à completude, com sua habilidade de invocar o poder carma que leva[ao renascimento].

 

Quando o estado mental que é a fase inicial da Nível do Júbilo surge,

Apegos inatos ainda aparecem espontaneamente como laços e tendencias latentes.

Depois do Nível Abrangente, ela é purificada e sem contaminações.

Quando a Sabedoria da Maravilhosa Contemplação se torna completamente brilhante, ela ilumina o universo.

 

Parte três: a sétima consciência

O estado da substância transposta que possui natureza indeterminada obscurecente é a conexão entre a senciência e a base.

De acordo com condições e apegada ao eu, seu modo de conhecimento é uma falácia.

As oito aflições derivativas de classe superior; os universalmente interativos; dentre os estados particulares, o julgamento;

Auto-apreço; auto-delusão; visão de um eu e auto-presunção – todos interagem e se harmonizam com ela.

 

Ela continuamente foca sua atividade mental na investigação que resulta na característica que é o eu.

Dia e noite ela reduz os seres sencientes à um estado de confusão.

As quatro delusões e as oito aflições derivativas de classe superior surgem interagindo com ela.

Quando a sexta consciência está funcionando, a sétima consciência é chamada de 'a base de mácula e pureza.

 

Durante a fase inicial da Terra do Extremo Regozijo, a sabedoria cuja natureza é a equanimidade começa a aparecer.

A prática se torna sem esforço e o eu é destruído de vez.

O Tathagata aparece [num corpo] para a felicidade dos outros

Como uma oportunidade para bodisatvas na Décima Terra.

 

Parte quatro: a oitava consciência

Sua natureza é exclusivamente o indeterminado não-obscurecente, e interage com os cinco darmas universalmente interativos.

Os três reinos com seus nove níveis, vêm à ser de acordo com o poder do carma.

Devido aos seus apegos confusos, aqueles dos dois veículos não a compreendem;

E com base em tais apegos, surgem as disputas entre os mestres dos shastras.

 

Quão vasta e inefável é a tripla alaya!

Geradas pelos ventos dos estados, sete ondas surgem de suas profundezas.

Ela é submetida ao perfumar e contém as sementes tanto do corpo com seus órgãos e do mundo material.

Depois de ir e antes de vir, ela está no controle.

 

Antes da terra imóvel, o apego ao armazém é finalmente abandonado.

Quando da completude do caminho vajra, ela é vazia de amadurecimento de resultados.

A sabedoria do grande e perfeito espelho e a consciência imaculada são produzidas ao mesmo tempo,

E nas dez direções ilumina universalmente campos búdicos tão incontáveis quanto partículas de poeira.

 

 

II.b – Explanação do título

 

"Versos". A obra é escrita em verso, de maneira que possa ser facilmente lembrada. Entretanto, não é tão facilmente sem uma explanação ou sem ter primeiramente estudado os ensinamentos doutrinais extensivamente.

Os versos são divididos em quatro seções de doze linhas cada. A primeira seção explica as primeiras cinco consciências e as outras três explicam a sexta, sétima e oitava consciência, respectivamente. As primeiras oito linhas de cada seção explicam as características e funcionamento normais das consciências, enquanto que as quatro linhas finais explicam as características e funcionamento depois da transformação da consciência em sabedoria.

"Delineando". Em chinês, gwei jyu [規矩], literalmente significam 'compasso' e 'esquadro'. Em outras palavras, os versos mapeiam para nós os limites e características das oito consciências.

"Oito consciências." Consciência é usado exclusivamente no sentido de atividades criadoras de distinções da mente, que incluem tanto a fabricação das distinções quanto as distinções feitas. Apercebimento consciente e aquilo que normalmente é inconsciente são ambos considerados aspectos da consciência no sentido budista da palavra.

As oito consciências são:

  1. consciência do olho ou visão,
  2. consciência do ouvido ou audição,
  3. consciência do nariz ou olfato,
  4. consciência da língua ou paladar,
  5. consciência do corpo ou tato,
  6. consciência da mente ou cognição,
  7. manas, a consciência mental maculadora que é a faculdade da mente, e
  8. consciência alaya, ou armazém.

Elas são descritas em detalhes na discussão dos versos em si.

II.c – O autor

 

Tripitaca é uma palavra em sânscrito que significa “três cestos”. Ela se refere ao cânone budista com suas três divisões -- sutra, vinaia e abidarma. Um mestre do tripitaca é alguém que de maneira consistente dominou todas as três divisões. Mestre do tripitaca Hsuan Tsang foi um dos maiores tradutores de textos budistas chineses e um grande mestre iluminado por mérito próprio. Ele viveu durante o inicio da dinastia Tang, uma era de ouro para o budismo na China. Durante seus primeiros anos como monge na China, ele ficou ciente de uma porção de controvérsias doutrinárias no que diz respeito aos ensinamentos Mahayana, particularmente aqueles da Iogachara. Ele então decidiu viajar para a Índia para solucionar suas próprias dúvidas e para trazer de volta textos de autoridade [definitiva], que iriam ajudar a estabelecer os ensinamentos corretos na China. Depois de sua jornada de quatorze anos (ou de acordo com alguns, dezessete), ele estabeleceu um departamento de tradução sob patrocínio imperial. Ele foi bem sucedido em traduzir os principais textos Iogachara assim como muitos outros. Seus ensinamentos e traduções serviram de fundação para o que era considerado a escola Consciência Apenas ortodoxa da China.

II.d – Texto e comentário

 

 

Parte um: As primeiras cinco consciências

 

 

A percepção direta e verídica de estados naturais pode envolver qualquer uma das Três Naturezas.

Toda consciência criadora de distinções tem como sua distinção mais básica sujeito e objeto. O funcionamento do componente 'sujeito' da consciência é também de três tipos, conhecidos como os Três Modos de Conhecimento. A percepção direta e verídica é o primeiro. Os outros são inferência e falácia. Falácia inclui sonhos e alucinações. Apenas a percepção verídica funciona dentre os campos das cinco consciências (visual, auditiva, olfativa, gustativa e tátil).

Da mesma forma, um estado refere-se ao componente 'objeto' da consciência. Tal componente é classificado como um dos três tipos de estados:

  1. Estado natural,
  2. Estado de impressões solitárias,
  3. Estado de substancia transposta

O estado natural refere-se à estados – os aspectos percebidos da consciência – como realmente são, ou seja, não distorcidos pelo apego à eu e outro ou pelo apego aos darmas. O estado natural é não-condicionado pela causalidade mental.

O segundo tipo, impressões solitárias, não tem base nos estados como eles realmente são, mas consistem de categorias imaginadas da sexta consciência tais como o cabelo de uma tartaruga ou os chifres de um coelho. O terceiro, o estado da substancia transposta, refere-se à estados que são distorcidos pelo falso pensamento e, em última instância, mark of a self. Apenas o primeiro dos três tipos de estados, o estado natural, ocorre em relação às cinco consciências.

Cada instante de consciência pode também ser caracterizado como tendo uma natureza moral. Mais uma vez a analise é tripla. As três naturezas [morais] são a virtuosa, a não-virtuosa e a indeterminada. Uma consciência caracterizada por uma natureza virtuosa tende para a criação de carma positivo, enquanto que aquela de uma natureza não-virtuosa tende à criação de carma negativo. A natureza indeterminada é neutra, nem positiva nem negativa. Já que as cinco consciências não contêm o potencial de fazerem distinções morais, por si mesmas elas são apenas indeterminadas em natureza.

Porque as cinco consciências sempre surgem juntamente com a sexta consciência, que pode distinguir entre positivo e negativo, as cinco consciências partilham de todas as três naturezas [morais] na medida em que estão intimamente ligadas com a sexta consciência. Na medida em que as primeiras cinco consciências funcionam, a sexta consciência simultaneamente faz determinações morais do conteúdo delas. Aparte da atividade da sexta consciência, a relação causal das cinco primeiras consciências para com seus estados – imagens, sons, cheiros, gostos e objetos tangíveis – é exclusivamente em termos de percepção direta e verídica.

 

Três consciências – visual, auditiva e tátil – ocupam dois níveis.

A análise agora move-se para o que nós poderíamos chamar de a dimensão “vertical” e informa sobre os níveis do mundo condicionado nos quais as cinco consciências surgem. Os "dois níveis" referem-se aos dois primeiros dos nove níveis. Os nove níveis são os seguintes:

a)     o primeiro nível é formado pelo reino do desejo, que inclui os cinco destinos dos seres dos infernos, fantasmas famintos, animais, asuras, humanos e os seis paraísos do desejo do reino dos deuses;

b)     o segundo, terceiro, quarto e quinto níveis são os quatro paraísos da forma do reino dos deuses; e

c)     o sexto, sétimo, oitavo e nono nível são as quatro estações da vacuidade.

 

Os nove níveis

 

Os reinos da não-forma (também conhecidos como as Quatro Estações da Vacuidade)

9. Nem cognição nem não-cognição

8. Nada que seja

7. Consciência infinita

6. Espaço infinito

O reino da forma

5. Quarto dhyana (estágio da renuncia do pensamento)

4. Terceiro dhyana (estágio da maravilhosa bem-aventurança de estar distante da felicidade)

3. Segundo dhyana (estágio jubiloso do surgimento do samadhi)

2. Primeiro dhyana (estágio jubiloso do abandono de produção)

O reino do desejo

1. Os seis paraísos do desejo e os destinos dos humanos, asuras, animais, fantasmas famintos e seres dos infernos

 

Todas as cinco consciências funcionam no reino do desejo, ou seja, no primeiro nível. No segundo nível, as consciências visual, auditiva e tátil funcionam, mas as consciências olfativa e gustativa não, pois nesse nível (a saber, o nível do primeiro dhyana), os objetos táteis e olfativos da percepção não existem, nem o tipo de nutrição em porções que está conectado com o cheiro o gosto. No primeiro dhyana, a nutrição se dá através do contato ,ao invés de se comer refeições com porções de comida (o primeiro dos quatro tipos).

Ordinariamente nós pensamos apenas em nutrir nossos corpos através da ingestão de comida e bebida comuns, entretanto o Darma de Buda distingue quatro tipos de alimentos:

  1. Bucais. Este tipo é distinguido pelo nariz e pela língua. Sua substância é percebida através do cheiro, do gosto e do contato. Essa comida costumeira, nutrimento corporal, se modifica e se deteriora. Ela pode ser grosseira, sólida ou refinada. Este tipo de nutrição se dá apenas no reino do desejo.
  2. Contato mental. Este tipo nutre o corpo através do contato com situações jubilosas. Em outras palavras, as primeiras seis consciências podem ter um valor especial enquanto comida. A nutrição pelo contato não existe independente do quarto tipo de nutrição (ver abaixo).
  3. Volição. Quando associada com a sexta consciência, a volição pode funcionar como comida. Ela é caracterizada pelo desejo por objetos perceptivos, assim ajudando os cinco órgãos perceptivos a alcançarem seus objetos. Ela ocorre em todos os três reinos, mas não existe independente do quarto tipo de nutrição. Dessa forma, a sexta consciência em si pode ter um valor especial enquanto comida.
  4. Consciência. De acordo com o Mahayana, refere-se à oitava consciência. Indica que a consciência é capaz de nutrir a vida corporal dos seres sencientes. A vida se alimenta da oitava consciência, a força ou energia vital básica. Quando esta energia vital é exaurida, a morte ocorre.

Uma das idéias básicas aqui, é que a nutrição necessitada por um ser, corresponde ao seu nível de [???] vital and conscious life [???]. Comida grosseira é uma nutrição efetiva para um organismo grosseiro, mas não é de qualquer uso para um [organismo] sutil. Níveis de vida e consciência cada vez mais altos devem ser alimentados com uma nutrição progressivamente mais sutil. Apesar disso, no mundo condicionado, mesmo a vida no nível mais sutil e mais alto de consciência deve “comer”.

Além do primeiro dhyana, ou seja, do terceiro ao nono nível, nenhuma das cinco consciências surge.

 

Os níveis nos quais as consciências surgem

 

 

Consciências

Níveis

1

2

3

4

5

6

7

8

Nem cognição nem não-cognição

 

 

 

 

 

 

 

X

Nada que seja

 

 

 

 

 

P

X

X

Consciência infinita

 

 

 

 

 

P

X

X

Espaço infinito

 

 

 

 

 

P

X

X

Quarto dhyana

 

 

 

 

 

P

X

X

Terceiro dhyana

 

 

 

 

 

P

X

X

Segundo dhyana

 

 

 

 

 

X

X

X

Primeiro dhyana

X

X

 

 

X

X

X

X

Reino do desejo

 

 

 

 

 

 

 

 

Seis paraísos do desejo

X

X

X

X

X

X

X

X

Consciência humana ordinária

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inferno Avichi

 

 

 

 

 

 

X

X

 

[Elas interagem com] os universalmente interativos, os estados particulares, os onze virtuosos;

as duas de classe intermediária, as oito de classe superior, ambição, raiva e tolice.

As cinco consciências são chamadas de darmas mentais da mesma forma que todas as oito consciências. As cinco interagem com trinta e um Darmas Interativos com a mente. Darmas interativos com a mente surgem da própria mente, ou seja, de darmas mentais. Eles são dependentes de darmas mentais para a sua existência e interagem com estes. Eles representam um nível secundário e mais sutil da criação de distinções. Eles são trinta e um:

a)     Cinco universalmente interativos: atenção, contato, sensação, conceitualização e deliberação;

b)     Cinco estados particulares: desejo, resolução, relembrança, concentração e julgamento;

c)     Onze estados virtuosos: fé, vigor, vergonha, remorso, ausência de raiva, ausência de estupidez, light ease, non-laxness, renunciation, and non-harming;

d)     Duas aflições derivativas de classe intermediária: lack of shame and lack of remorse;

e)     Oito aflições derivativas de classe superior: lack of faith, laziness, laxness, torpor, restlessness, distraction, improper knowledge, and forgetfulness.

Dizer que as primeiras cinco consciências interagem com estes darmas significa que quando as primeiras cinco consciências estão funcionando, qualquer um destes darmas pode surgir e influenciá-las.

Os darmas acima são listados nos cem darmas, sob a segunda das cinco categorias: Darmas Interativos com a mente. As outras categorias dos cem darmas são: darmas mentais, darmas da forma, darmas não-interativos com a mente e darmas não-condicionados. Para maiores informações sobre os cem darmas, consulte Shastra sobre o Portão para Entender os Cem Darmas por Bodisatva Vasubandhu com comentário do Mestre do Tripitaca [Hsuan] Hua (1918-1995 d.C.).

 

As cinco consciências são todas apoiadas por órgãos de [feitos de] formas puras.

Existem cinco órgãos perceptivos----olhos, ouvidos, nariz, língua e corpo----que são a base ou apoio das atividades das primeiras cinco consciências. Cada órgão tem duas porções. A primeira é o órgão físico e suas conexões neurais, que pertencem à divisão “percebida de maneira aproximada” da oitava consciência. A divisão percebida da oitava consciência é dividida em duas partes, a aproximada e a distal. A aproximada refere-se ao aspecto físico das seis faculdades, enquanto que a distal refere-se aos resto do mundo externo. Em outras palavras, é categorizada como forma e é distinta de outras formas, distais, que são os objetos da percepção dos órgãos.

A segunda porção é o órgão de formas puras. O órgão de forma pura refere-se ao órgão de pura substancia mental dentro do orgão físico. Você não sente cheiros com o seu nariz físico, mas com o órgão de forma pura dentro do nariz físico. 'Forma pura' refere-se ao estado em que os Quatro Grande Elementos estão em perfeito equilíbrio; forma pura é imperceptível, exceto através do 'olho divino'.

 

Aquela com nove precondições e aquelas com sete e oito, são vizinhas próximas.

As cinco consciências possuem sete, oito ou nove precondições para o seu vir-à-ser. As cinco são agrupadas juntas e ditas como sendo “vizinhas próximas”, pois seus modos de funcionamento são muito similares em contraste com as outras – sexta, sétima e oitava – consciências. O numero de precondições causais necessárias para o surgimento das oito consciências, varia de nove à três entre as oito consciências. As nove precondições são:

  1. espaço
  2. luz
  3. faculdade
  4. estado
  5. atenção
  6. base de discriminação
  7. base de mácula e pureza
  8. base fundamental
  9. sementes como fundação

A base de discriminação refere-se à sexta consciência; a base de mácula ou pureza refere-se à sétima consciência; enquanto que a base fundamental e sementes como base refere-se à oitava consciência.

Todas as nove precondições são necessárias para o surgir da consciência visual, dessa forma o verso refere-se à consciência visual como "aquela com nove precondições". Apenas oito (nenhuma luz) são necessárias para a consciência auditiva. Para as consciências olfativa, gustativa e tátil, sete dos nove são necessários (nem luz e nem espaço). Todas as cinco consciências tem em comum sua dependência na sexta, sétima e oitava consciências como precondições para suas manifestações.

 

 

Precondições necessárias para a produção das consciências

 

 

Consciências

Precondições

1

2

3

4

5

6

7

8

Espaço

X

X

 

 

 

 

 

 

Luz

X

 

 

 

 

 

 

 

Orgão

X

X

X

X

X

 

 

X

Estado

X

X

X

X

X

X

 

 

Atenção

X

X

X

X

X

X

X

X

Base de discriminação

X

X

X

X

X

 

 

 

Base de mácula e pureza

X

X

X

X

X

X

 

 

Base fundamental

X

X

X

X

X

X

X

X

Sementes como fundação

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

Três percebem o mundo das máculas através do contato e duas percebem-no  à distância.

Olhos e ouvidos percebem à distancia, enquanto que o nariz, língua e corpo percebem através de contato.

 

Os tolo têm dificuldade em distinguir a consciência do orgão.

"Os tolos" refere-se aos Arhats e seres modestos dos ensinamentos Hinaiana, que não estão cientes das Três Divisões da oitava consciência: a divisão auto-verificadora, a divisão percebedora e a divisão percebida. "Órgãos perceptivos tem a capacidade de estados iluminadores, enquanto que as consciências tem a capacidade de criarem distinções." (Citado pelo Mestre Chan Han-Shan, em seu Sying-syang Tung-shwo.)

 

A transformação da divisão percebida na contemplação da vacuidade é meramente a Sabedoria Alcançada Subseqüentemente.

Os objetos das cinco consciências são os cinco "maculadores"-- imagens, sons, cheiros, gostos e objetos tangíveis. Eles tem sua base na divisão percebida da oitava consciência. Ou seja, eles são um desenvolvimento da oitava consciência que se dá devido à fabricações de distinção a a a mais. As cinco consciências tem sua base nos cinco órgãos perceptivos, ou seja, os órgãos de forma pura e não os órgãos físicos. Como explicado acima, os órgãos físicos pertencem à porção aproximada da divisão percebida, enquanto que os órgãos de forma pura pertencem à divisão percebedora. Na contemplação discutida aqui, apego à divisão percebida é quebrado, por uma mudança no funcionamento do órgão de pura forma.

 

Na fruição, se ainda houver eu, não há a verdade total.

"Na fruição", refere-se à alcançar o objetivo de nossa prática. Se a consciência iluminada alcançada ainda contem a distinção, não importa o quão refinada, de sujeito e objeto, então ainda é baseada na divisão percebedora e não na Mente de Buda.

 

Durante o surgimento inicial da perfeita claridade, o estado de ausência de contaminações é realizado.

"Perfeita claridade" refere-se à Sabedoria do Grande Espelho. Apesar de que na Oitava Terra, a oitava consciência continue agindo como a base de apoio para a aflição espontânea extremamente sutil que o bodisatva propositalmente preserva como o veículo de seu continuado renascimento no mundo, em todos os outros sentidos a oitava consciência é imaculada e não mais causa para o renascimento. Deste ultimo ponto de vista, a Oitava Terra marca o início do lançar as bases para a Sabedoria do Grande Espelho, que é completamente realizada no Estado Búdico. "Surgimento inicial" significa que na Oitava Terra, o processo de transformação da oitava consciência na Sabedoria do Grande Espelho se inicia. Em tal momento "o estado de ausência de contaminações é realizado" na medida em que o apego inato ao eu é eliminado.

 

Usando três tipos de Corpo de Transformação, traz-se a roda do sofrimento à um repouso.

Na medida em que a oitava consciência é transformada na Sabedoria do Grande e Perfeito Espelho, as primeiras cinco consciências são simultaneamente transformadas na Sabedoria da Performance Bem-sucedida. Esta sabedoria é caracterizada por um funcionamento puro e desimpedido em sua relação com os órgãos e seus objetos. Em outras palavras, em seus ensinamentos e na atividade de levar os seres vivos para a outra margem, o uso dos Budas de sua visão, audição, olfato, paladar e tato é completamente vazio de apego ou distorção.

Os corpos de transformação são corpos que são criados usando poderes espirituais e que são transformações ou emanações do Corpo do Darma do Buda. (Três aspectos do Corpo do Darma são explicados abaixo na seção sobre a oitava consciência.) Os Budas exibem de maneira expediente para os seres vivos três tipos de corpos de transformação:

1)     um corpo de transformação maior, para ensinar os grandes bodisatvas na décima terra (equivalente ao Corpo de Recompensa),

2)     um corpo de transformação menor – o corpo físico de dezesseis “pés” [de altura] do Buda Shakyamuni, e

3)     corpos que tomam aparência de acordo com a espécie de seres vivos ensinados.

O funcionamento perceptivo destes corpos é realizado através do uso da Sabedoria da Performance Bem-sucedida.

 

 

Parte dois: A sexta consciência

 

 

Abaixo, as primeiras quatro linhas discutem a extensão da sexta consciência; os outros quatro discutem seu papel na criação de carma e na atividade cármica resultante. Os últimos quatro explicam sua transformação em sabedoria.

 

Tendo três naturezas e três modos de conhecimento, permeia os três estados.

As três naturezas são virtuosa, não-virtuosa e indeterminada.

Os três modos de conhecimento são percepção direta, inferência e falácia.

Os três estados são o estado natural, o estado das impressões solitárias e os estado da substancia transposta. Eles já forma explicados acima (ver parte um, primeira linha).

A sexta consciência utiliza todos os três modos de conhecimento em seu apercebimento dos três estados. As três naturezas referem-se à classificação da natureza moral de sua atividade. A criação de distinção da sexta consciência, é considerada como sendo de uma natureza virtuosa caso seja benéfica. Tal atividade surge carmicamente como o resultado de boas raízes, ou seja, é a fruição de sementes plantadas por uma atividade virtuosa no passado. A situação é oposta para a criação de distinções de uma natureza não-virtuosa. A criação de distinções indeterminadas não é nem benéfica nem prejudicial, e surge da atividade passada que foi também indeterminada.

O último tipo, a natureza indeterminada é divida em a 'natureza indeterminada obscurecente' e a ' natureza indeterminada não-obscurecente'; elas serão explicadas abaixo, na seção sobre a sétima consciência.

 

Na medida em que gira a roda, ela facilmente vem a conhecer os Três Reinos nos quais se revira.

Os três reinos são os reinos do desejo, da forma e da não-forma.

O que causa o nosso debater-se dentro do três reinos na roda dos seis destinos são as distinções feitas na sexta consciência. As distinções levam à atividade cármica e então à retribuição cármica. Devido ao seu grande poder de gerar distinções, a sexta consciência facilmente distingue e classifica os diferentes estados – ambientes – dos reinos com os quais ela entra em contato.

 

Ela interage com todos os cinqüenta e um Darmas Interativos com a Mente.

A sexta consciência interage com todos os cinqüenta e um darmas interativos com a mente. Os cinqüenta e um são listados no apêndice sobre os cem darmas e são descritos no Shastra sobre o Portão para Entender os Cem Darmas.

 

Tão logo seja virtuosa ou não-virtuosa, ela cria distinções e as acompanha.

Quando a atividade da sexta consciência é virtuosa, ela é acompanhada pelos onze darmas virtuosos dos Cem Darmas. Quando sua atividade é não-virtuosa, os darmas das aflições surgem em conjunto com ela.

 

Suas três naturezas, os três estados com os quais se relaciona e seus três tipos de sensação estão constantemente em fluxo.

Em outras palavras, as classificações morais e assim por diante, da sexta consciência mudam de momento à momento. A sexta consciência é envolvida num constante fluxo de criação de distinções. No caso das três naturezas [morais], virtuoso, não-virtuoso e indeterminado indicam as categorias morais de sua atividade; no caso dos três estados – natural, impressões solitárias e de substancia transposta – as categorias indicam graus de realidade; e no caso dos três tipos de sensações, a distinção de sensações de prazer, de dor ou neutras, classificam as experiências emocionais e perceptivas pelas quais passamos em seus níveis mais fundamentais de recepção. Uma diferença entre as três naturezas [morais] e os três tipos de sensações é que o primeiro é uma análise da atividade causal e o segundo é uma análise do efeito experiencial.

 

As aflições básicas e subsidiárias juntas com a fé e outros darmas virtuosos sempre sempre surgem em conjunto com a sexta consciência.

As aflições e darmas virtuosos são todos dependentes da sexta consciência. Em outras palavras, eles não são realmente separados dela, mas representam maiores categorizações de distinção nela. Entretanto, como foi explicado acima, dependendo da natureza das sexta consciência em qualquer momento em particular, as aflições e os darmas virtuosos não necessariamente todos surgem juntos, ou seja, ao mesmo tempo.

 

Na ação física e na fala, ela é a mais importante,

Na criação do carma, a atividade volicional da sexta consciência desempenha o papel mais importante. Exame e decisão, que são ambos funções da sexta consciência, levam à atividade, que por sua vez cria tanto carma da fala quanto corporal.

 

E traz [o processo] à completude, com sua habilidade de invocar o poder carma que leva[ao renascimento].

Esta linha segue explicando o poder gerador de carma sexta consciência. Ela traz consigo a atividade cármica que leva à retribuição, que é a finalização do processo cármico de três estágios: 1) dar surgimento à delusão, 2) gerar carma, e 3) submeter-se à retribuição. Quando o carma é criado, sementes são plantadas na oitava consciência. No momento do renascimento, é o amadurecimento destas sementes, “o poder do carma”, que atrai a oitava consciência de volta para o sofrimento dos seis caminho do renascimento.

 

Quando o estado mental que é a fase inicial da Nível do Júbilo surge,

O nível do Júbilo é a primeira das dez Terras [bhumis] do caminho do bodisatva. Cada uma das dez é dividida nas fases inicial (ou de entrada), de permanência e de abandono

 

Apegos inatos ainda aparecem espontaneamente como laços e tendencias latentes.

Os dois principais tipos de apegos, ao eu e aos darmas, são divididos posteriormente em dois tipos: inatos e distintos. Inatos estão presente no nascimento e distintos são aprendidos posteriormente. Nesse ponto, quando a sexta consciência começa a ser transformada na Sabedoria da Contemplação Maravilhosa, os apegos distintos já foram eliminados. Os distintos pertencem à sexta consciência, enquanto que os inatos são achados tanto na sexta como na sétima. Os inatos são erradicados gradualmente até a Décima Terra. As tendencias latentes referem-se às sementes do obstáculo da aflição e do obstaculo do conhecível. Dessa forma, a linha indica que mesmo no ponto da entrada na Primeira Terra, apegos inatos ainda existem na sexta consciência, tanto como como “laços” manifestos como potenciais latentes ou “sementes”.

 

Depois do Nível Abrangente, ela é purificada e sem contaminações.

O nível Abrangente é a Sétima Terra de bodisatva. Na Oitava Terra, chamada de Imovível, o indivíduo é livre de contaminações. O apego da sexta consciência pela divisão percebedora da oitava consciência, armazenadora, como sendo o Eu é abandonado, assim não há mais qualquer apego ao eu, apenas aos darmas.

[A maneira] como a sétima consciência se torna apegada à divisão percebedora da oitava consciência como sendo o eu é explicada na seção inicial sobre a sétima consciência.

 

Quando a Sabedoria da Maravilhosa Contemplação se torna completamente brilhante, ela ilumina o universo.

No Estado Búdico, a transformação da consciência em sabedoria é completo e a luz da Sabedoria da Maravilhosa Contemplação ilumina a tudo.

 

 

 

Parte Três: A sétima consciência

 

 

O estado da substância transposta que possui natureza indeterminada obscurecente é a conexão entre a senciência e a base.

O estado da substância transposta tem dois modos: o real e o aparente. Substancia transposta real refere-se à sétima consciência relacionando-se com a oitava consciência, ao falsamente cambiar a parte percebedora desta última em um 'eu'. Esse 'eu' não possui qualquer realidade própria, mas é baseado na substância da divisão percebedora da oitava consciência. [A substância transposta aparente refere-se à relação da sexta consciência com estados externos.]

A natureza indeterminada obscurecente é um de dois modos da natureza indeterminada, a terceira das três naturezas [morais]. O outro modo é a natureza indeterminada não-obscurecente. Obscurecente refere-se àqueles estados de consciência que têm a função de, literalmente, 'encobrir' nossa verdadeira natureza. Isso é o que a sétima consciência faz. Como será explicado, ela 'encobre' – ela distorce a verdadeira natureza da – divisão percebedora da oitava consciência. A natureza não-obscurecente, refere-se à divisão percebida da oitava consciência. Ela é dita como sendo não-obscurecente pois não distorce ou obscurece a verdeira natureza da mente.

Entre a sétima consciência – no verso, 'a senciência' – e a divisão percebedora da oitava consciência – no verso, 'a base' – surge um estado de substancia transposta, que é o objeto da sétima consciência e que é identificado pela sétima consciência como sendo o eu. Este é o processo que obscurece nossa verdadeira natureza.

 

De acordo com condições  e apegada ao eu, seu modo de conhecimento é uma falácia.

Na medida em que a sétima consciência transmite informação entre a oitava consciência e as seis primeiras consciências, ela reveste a informação com um eu, dessa forma envolvendo as primeiras seis consciências em sua próprias falácia.

As 'condições',ou situação, são aquelas descritas na primeira linha: o estado da substancia transposta surgindo entre a sétima e oitava consciências.

Os quatro tipos de apego ao eu são descritos na linha quatro abaixo.

Falácia é o terceiro dos três modos de conhecimento, já mencionado acima, os dois primeiros sendo a percepção direta e verídica e a inferência. O apego da sétima consciência é inato e portanto, um modo fundamentalmente falacioso de conhecimento; não é baseado em inferência errônea, como é o caso do apego ao eu grosseiro e distinto da sexta consciência. (A sexta consciência também possui um apego ao eu sutil e inato.)

 

As oito aflições derivativas de classe superior; os universalmente interativos; dentre os estados particulares, o julgamento;

Auto-apreço; auto-delusão; visão de um eu e auto-presunção – todos interagem e se harmonizam com ela.

As oito aflições derivativas de classe superior são ausência de fé, preguiça, lassidão, torpor, inquietude, distração, improper knowledge and scatteredness.

Os darmas universalmente interativos são atenção, contato, sensação, conceitualização e deliberação.

Auto-apreço; auto-delusão; visão de um eu e auto-presunção são conhecidos como os Quatro Tipos de Delusão. Os quatro surgem devido a um dos 'cinco estados particulares', julgamento, que se refere à tomada de decisões com base apenas no conhecimento mundano que é maculado pelo eu. "Julgamento" deixa de operar no nível dos sábios, ou seja, da oitava terra em diante. 'Ela' refere-se à sétima consciência. Todos os dezoito darmas listados aqui são dependentes da sétima consciência para sua existência e todos interagem com ela.

 

Ela continuamente foca sua atividade mental na investigação que resulta na característica que é o eu.

A sétima consciência, em conjunto com os darmas dependentes da mente acima mencionados, continuamente se foca na divisão percebedora da oitava consciência, investiga sobre sua natureza e erroneamente certifica-se de que é um eu verdadeiro.

Em contraste com as outras consciências, a sétima consciência tanto funciona continuamente como se engaja em investigação mental.

 

 

Contínuo funcionamento e investigação mental em relação às oito consciências

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Funcionamento contínuo

 

 

X

X

Investigação mental

 

X

X

 

 

 

Dia e noite ela reduz os seres sencientes à um estado de confusão.

É a sétima consciência que mantém os seres. É o apego inato ao eu que é a base do nosso continuado renascimento.

 

As quatro delusões e as oito aflições derivativas de classe superior surgem interagindo com ela.

São as quatro delusões, mencionadas na linha quatro acima, e as oito aflições derivativas de classe superior, mencionadas na linha três acima, que constituem o “estado de confusão” dos seres vivos.

 

Quando a sexta consciência está funcionando, a sétima consciência é chamada de 'a base de mácula e pureza.

A sétima consciência é o órgão mental, e como tal, é a base da sexta consciência, que distingue o que é maculado e o que é puro.

 

Durante a fase inicial da Terra do Extremo Regozijo, a sabedoria cuja natureza é a equanimidade começa a aparecer.

A sétima consciência automaticamente começa a ser transformada na medida em que a sexta é transformada. A sétima não possui poder próprio para eliminar a delusão, pois suas delusões são todas inatas ao invés de distintas. Através de meditações utilizando a sexta consciência, apego ao eu é eliminado, mas apego aos darmas ainda permanece.

 

A prática se torna sem esforço e o eu é destruído de vez.

Na Oitava Terra do bodisatva, todos os cultivos posteriores são espontâneos e sem esforço pessoal, pois não há mais nenhum eu.

 

O Tathagata aparece [num corpo] para a felicidade dos outros

O Corpo do Darma de um Buda possui três aspectos :

  1. o corpo de auto-maestria,
  2. o corpo de regojizo, que por sua vez possui dois aspectos – auto-regojizo e regojizo dos outros, e
  3. os corpos de transformação.

 

Como uma oportunidade para bodisatvas na Décima Terra.

Os Budas usam seus corpos de regojizo para ensinarem e transformarem os bodisatvas que estão na Décima Terra.

 

Parte quatro: A oitava consciência

 

Sua natureza é exclusivamente o indeterminado não-obscurecente, e interage com os cinco darmas universalmente interativos.

Antes da sua transformação em sabedoria, a oitava consciência sempre surge juntamente com a sétima consciência e os cinco darmas universalmente interativos: atenção, contato, sensação, conceitualização e deliberação. A natureza da oitava consciência é dita como sendo “não-obscurecente” pois ela não obscurece a Verdadeira Talidade. A oitava consciência também pode ser dita como sendo "inobuscurecida", pois sua própria natureza não é obscurecida pelos darmas dependentes da mente que surgem com ela. É indeterminada pois, sendo passiva, ela não cria as distinções de virtuoso ou não-virtuoso ou quaisquer outras distinções.

A oitava consciência contem sementes, potenciais cármicos criados por atividades cármicas anteriores. As sementes amadurecem e se tornam darmas de fato, na medida em que elas são “perfumadas” pela atividade cármica das primeiras sete consciências. A imagem aqui é construída sobre uma analogia com sementes de sésamo [gergelim], que tomam para si a fragrância da flor da planta do sésamo, ou de qualquer outra fragrância com as quais elas entram em contato.

 

Os três reinos com seus nove níveis vêm à ser de acordo com o poder do carma.

Apesar de que a oitava consciência não crie carma por ser ela totalmente passiva em função, as sementes armazenadas nela amadurecem para criar darmas reais, que são os três reinos e os nove níveis. [Os nove níveis são explicados acima na explicação da segunda linha do verso descrevendo as primeiras cinco consciências.]

 

Devido aos seus apegos confusos, aqueles dos dois veículos não a compreendem;

E com base em tais apegos, surgem as disputas entre os mestres dos shastras.

Apenas os Budas e bodisatvas são capazes de um apercebimento direto da oitava consciência, pois os estados desta são muito sutis. É por isso que aqueles dos veículos hinaiana negam sua existência. O Tratado sobre a Consciência Apenas dá referencias escriturais à ela tanto de escrituras mahayana como hinaiana, juntamente com argumentos lógicos para a necessidade de sua existência.

 

Quão vasta e inefável é a tripla alaya!

Alaya significa “armazém”. Por ser um “armazém” de sementes, consciência armazém (alayavijnana) é um dos nomes pela qual a oitava consciência é conhecida. “Tripla” refere-se à três aspectos da oitava consciência: ela contém as sementes, é 'perfumada' e a sétima consciência a toma como sendo o eu.

 

Geradas pelos ventos dos estados, sete ondas surgem de suas profundezas.

“Suas profundezas” refere-se à oitava consciência, que é comparada com o oceano. As sete primeiras consciências surgem da oitava consciência da mesma maneira que ondas surgem na superfície do mar. O vento representa “estados”, as causas e condições para o surgimento das consciências. As causas e condições “perfumam” sementes na oitava consciência, fazendo com que elas germinem, para se tornarem darmas de fato. As sete primeiras consciências e os darmas interativos com todas elas, vêm a ser à partir das sementes armazenadas na oitava consciência.

 

Ela é submetida ao perfumar e contém as sementes tanto do corpo com seus órgãos e do mundo material.

O corpo com seus órgãos perceptivos e o mundo físico inteiro também surgem de sementes contidas na oitava consciência.

 

Depois de ir e antes de vir, ela está no controle.

Na morte, as primeiras sete consciências são reabsorvidas na oitava consciência. No nascimento, elas são geradas novamente como consciências separadas. “Depois de ir e antes de vir” refere-se ao estado intermediário entre a morte e o renascimento. Durante esse período a oitava consciência está “no controle”.

A linha também poderia ser interpretada como significando que na morte, a oitava consciência é a última à deixar o velho corpo, e que no nascimento, ela é a primeira que começa à funcionar.

 

Antes da terra imóvel, o apego ao armazém é finalmente abandonado.

A “terra imóvel” é a Oitava Terra. Antes da oitava terra, ou seja, na sétima terra, a sétima consciência abandona seu apego inato à consciência armazém ou oitava como sendo o eu. Isto se dá na medida em que a sétima consciência transforma-se na 'Sabedoria cuja natureza é a Equanimidade'.

 

Quando da completude do caminho vajra, ela é vazia de amadurecimento de resultados.

O caminho vajra, "o caminho da substância indestrutível", refere-se da oitava até a décima terra e, adicionalmente, o estágio de Iluminação Equânime. Devido a ausência de eu e porque o bodisatva contempla a vacuidade tanto de eu quanto dos darmas durante esse período, nenhum carma contaminante fresco é criado, mas o "amadurecimento de resultados" continua: sementes plantadas no passado continuam a amadurecer em retribuição cármica real. Entretanto, no Estado Búdico, a oitava consciência é finalmente esvaziada de sementes ripening seeds of future carma. Em outras palavras, nenhuma semente permanece na mente, que porventura pudessem dar surgimento à contaminações ou impurezas futuras.

 

A sabedoria do grande e perfeito espelho e a consciência imaculada são produzidas ao mesmo tempo,

No Estado Búdico, a transformação da oitava consciência na sabedoria do grande e perfeito espelho é completada, e a consciência pode ser dita como sendo completamente imaculada. É esta “consciência” pura quer é chamada de Verdadeira Talidade.

 

E nas dez direções ilumina universalmente campos búdicos tão incontáveis quanto partículas de poeira.

A luz de sabedoria emitida do Corpo do Darma de um buda ilumina todos os cantos. As dez direções são norte, sul, leste, oeste, nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste, acima e abaixo.

Um campo búdico ou terra búdica refere-se aonde um buda reside, uma “terra” criada pelo poder da grande compaixão, para ajudar no ensino dos seres vivos e em levá-los até o Estado Búdico.

III – Apêndices

 

A. Darmas interativos com a mente e as oito consciências

 

Universalmente Interativos

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Atenção (manaskara)

X

X

X

X

Contato (sparsha)

X

X

X

X

Sensação (vedana)

X

X

X

X

Conceitualização (samjna)

X

X

X

X

Deliberação (chetana)

X

X

X

X

 

Estados particulares

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Desejo (chanda)

X

X

 

 

Resolução (adhimoksha)

X

X

 

 

Relembrança (smrti)

X

X

 

 

Julgamento (prajna)

X

X

X

 

 

Estados virtuosos

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Fé (shraddha)

X

X

 

 

Vigor (virya)

X

X

 

 

Vergonha (hrii)

X

X

 

 

Embaraço (apatraapya)

X

X

 

 

Ausência de ganância (alobha)

X

X

 

 

Ausência de ódio (advsa)

X

X

 

 

Ausência de tolice (amoha)

X

X

 

 

Leveza tranquila (prashrabdhi)

X

X

 

 

Não-lassidão (apramaada)

X

X

 

 

Renuncia (upeksa)

X

X

 

 

Não-violência (ahimsa)

X

X

 

 

 

Aflições primárias

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Avidez (raga)

X

X

 

 

Raiva (pratigha)

X

X

 

 

Tolice (mudhi)

X

X

 

 

Arrogância (mana)

 

X

 

 

Dúvida (vichiktsa)

 

X

 

 

 

 

 

 

 

 

Visões impróprias

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Auto-delusão

 

X

X

 

Visão de um eu

 

X

X

 

Auto-presunção

 

X

X

 

Auto-apreço

 

X

X

 

Visões extremas

 

X

 

 

Visões falsas

 

X

 

 

 

Aflições derivativas

 

Consciências

1-5

6

7

8

Classe inferior

ira

 

X

 

 

ódio

 

X

 

 

rage

 

X

 

 

Covering (mraksa)

 

X

 

 

Deceit (maya)

 

X

 

 

flatery

 

X

 

 

Conceit (mada)

 

X

 

 

Harming (vihimsa)

 

X

 

 

jealousy

 

X

 

 

stingyness

 

X

 

 

Classe intermediária

Ausência de vergonha (ahriikya)

X

X

 

 

Ausência de embaraço (anapatraapya)

X

X

 

 

Classe superior

Ausência de fé (ashraddhya)

X

X

X

 

Preguiça (kausiidya)

X

X

X

 

Lassidão

X

X

X

 

Torpor

X

X

X

 

Inquietude (auddhatya)

X

X

X

 

Distração (vik.sepa)

X

X

X

 

Conhecimento impróprio

X

X

X

 

Dispersão

X

X

X

 

 

Não-fixados

 

 

Consciências

 

1-5

6

7

8

Sono (middha)

 

X

 

 

Arrependimento (kaukrtya)

 

X

 

 

Exame [inicial] (vitarka)

 

X

 

 

Investigação [posterior] (viccara)

 

X

 

 

 

 

B. Glossário de termos especiais

Amadurecimento de resultados

Vipaka

Armazém

Alaya

Ausência de contaminação

Anashrava

Base

Asraya

Caminho vajra

Vajra-marga

Campo búdico

Buddha-kshetra

Características dos darmas

Dharma-laksana

Consciência

Vijnana

Consciência armazém

Alayavijnana

Contínuo funcionamento

Ch. chang

Corpo de transformação

Nisyanda-kaya

Delinear/delineando

Ch. gwei jyu

Dhyana

Ch. chan

Divisão percebedora

Darshana-bhaga

Divisão percebida

Nimitta-bhaga

Estado

Ch. jye, jing jye

Imaculado

Amala

Interativos com a mente

Chaitta, chaitasika

Investigação meditativa

Ch. tsan chan

Investigação mental

Ch. shen sz

Órgão de pura forma

Ch. jing sz gen

Órgão mental

Manas

Sementes

Bija

Tendências latentes

Anusaya

Três cestos

Tripitaka

Terra

Bhumi

Verdadeira talidade

Bhutatathata, Ch. jen ru

 

C. Listas da escola Consciência Apenas

Dois tipos de sabedoria (Ch. er jung jr)

     1) Sabedoria fundamental (Sânsc.: mula-jnana, Ch.: gen ben jr)

     2) Sabedoria alcançada posteriormente (Sânsc.: prstalabdha-jnana, Ch. hou de jr)

 

Dois obstáculos (er jang)

     1) Obstáculo das aflições (Sânsc.: klesavarana)

     2) Obstáculo do conhecível (Sânsc.: jneyavarana)

 

Três aspectos de Alayavijnana (san jung ê lai ye shr)

     1) Contenedora de sementes (Sânsc.: sarvabijaka, Ch. neng dzang)

     2) Submete-se ao “perfumar” (Ch. swo dzang)

     3) Tomada como sendo “eu” pela sétima consciência (Ch. wo ai jr dzang)

 

Três aspectos do Corpo do Darma (Ch. san jung fa shen)

     1) Auto-maestria (Sânsc.: svabhavika-kaya, Ch. dz sying shen)

     2) Bem-aventurança (Sânsc.: sambhoga-kaya, Ch. shou yung shen)

     3) Transformação (Sânsc.: nirmana-kaya, Ch. byan hwa shen)

 

Três divisões do cânone budita (Sânsc.: tripitaka, Ch. san dzang)

     1) Sutra (Ch. jing)

     2) Vinaia (Ch. lyu)

     3) Abidarma (Ch. lwun)

 

Três divisões da oitava consciência (Ch. ba shr san fen)

     1) Divisão auto-verificadora (Sânsc.: svasamvittibhaga, Ch. dz jeng fen)

     2) Divisão percebedora (Sânsc.: darsanabhaga, Ch. jyan fen)

     3) Divisão percebida (Sânsc.: nimittabhaga, Ch. syang fen)

 

Três tipos de sensação (Sânsc.: vedana, Ch. san shou)

     1) prazerosa (Sânsc.: sukha, Ch. le)

     2) dolorosa (Sânsc.: duhkha, Ch. ku)

     3) neutral (Sânsc.: aduhkhasukha, Ch. bu ku bu le)

 

Três tipos de Corpos de Transformação [Nirmanakaya]

     1) grande transformação

     2) pequena transformação

     3) corpos que vão de acordo com as espécies de seres vivos

 

Três modos de conhecimento (Sânsc.: pramana, Ch. san lyang)

     1) percepção direta e verídica (Sânsc.: pratyaksa, Ch. syan lyang)

     2) inferência (Sânsc.: anumana, Ch. bi lyang)

     3) falácia (Sânsc.: abhasa, Ch. fei lyang)

 

Três naturezas [morais] (Ch. san sying)

     1) virtuosa (Sânsc.: kusala, Ch. shan)

     2) não-virtuosa (Sânsc.: akusala, Ch. e)

     3) indeterminada (Sânsc.: avyakrta, Ch. wu ji)

 

Três estados (Sânsc.: avastha, Ch. san jing)

     1) estado natural (Ch. sying jing)

     2) estado das impressões solitárias (Ch. du ying jing)

     3) estado de substância transposta (Ch. dai jr ching)

 

Três passos na criação de carma (Ch. san sz)

     1) mental inquiry (Ch. shen lu)

     2) decisão (Ch.jywe ding)

     3) ação (Ch. fa dung)

 

Três reinos (Ch. san jye)

     1) reino do desejo (Sânsc.: kamadhatu, Ch. yu jye)

     2) reino da forma (Sânsc.: rupadhatu, Ch. sz/shai jye)

     3) reino da não-forma (Sânsc.: arupyadhatu, Ch. wu sz/shai jye)

 

Quatro tipos de nutrição (Sânsc.: chatvara-ahara,Ch. sz shr)

     1) bucal (Sânsc.: kavali-kara-ahara, Ch. dwan shr)

     2) contato mental (Sânsc.: sparsha-ahara, Ch. chu shr)

     3) volição (Sânsc.: manah-sancetana-ahara, Ch. sz shr)

     4) consciência (Sânsc.: vijnana-ahara, Ch. shr shr)

 

Quatro tipos de sabedoria (Skt. jnana, Ch. sz jr)

     1) Sabedoria do grande espelho (Sânsc.: adarsa-jnana, Ch. da ywan jing jr)

     2) Sabedoria da equanimidade (Sânsc.: samata-jnana, Ch. ping deng sying jr)

     3) Sabedoria da maravilhosa contemplação (Sânsc.: pratyaveksana-jnana, Ch. myau gwan cha jr)

     4) Sabedoria da performance bem-sucedida (Sânsc.: krityanusthana- jnana, Ch. cheng swo dzwo jr)

 

Quatro tipos de delusão (Ch. sz hwo/hwei)

     1) auto-apreço (Sânsc.: atma-sneha, Ch. wo ai, wo tan)

     2) auto-delusão (Sânsc.: atma-moha, Ch. wo chr)

     3) visão de um eu (Sânsc.: atma-drsti, Ch. wo jyan)

     4) auto-presunção (Sânsc.: atma-mana, Ch. wo man)

 

Seis destinos (Sânsc.: gati, Ch. lyou chyu)

     1) deuses (Sânsc.: deva, Ch. tyan)

     2) humanos (Sânsc.: manusya, Ch. ren)

     3) ashuras [semi-deuses] (Sânsc.: ashura, Ch. e syou lwo)

     4) animais (Sânsc.: tiryagyoni, Ch. chu sheng)

     5) fantasmas (Sânsc.: preta, Ch. e gwei)

     6) habitantes dos infernos (Sânsc.: nairayika, Ch. di yu)

 

Seis sendas de renascimento     Ver: Seis destinos

 

Oito consciências (Sânsc.: vijnana, Ch. ba shr)

     1) consciência dos olhos [visual] (Sânsc.: caksur-vijnana, Ch. yan shr)

     2) consciência dos ouvidos [auditiva] (Sânsc.: srotra-vijnana, Ch. er shr)

     3) consciência do nariz [olfativa] (Sânsc.: ghrana-vijnana, Ch. bi shr)

     4) consciência da língua [gustativa] (Sânsc.: jihva-vijnana, Ch. she shr)

     5) consciência do corpo [táctil] (Sânsc.: kaya-vijnana, Ch. shen shr)

     6) consciência mental (Sânsc.: mano-vijnana, Ch. yi shr)

     7) consciência da mente maculada/maculadora (Sânsc.: klista-mano- vijnana, manas, Ch. yi)

 

Nove níveis (Sânsc.: navanupurvavihara, Ch. jyou di)

     1) Reino do desejo (Sânsc.: kama-dhatu, Ch. yu jye)

     2) Primeiro Dhyana (Sânsc.: prathama-dhyana, Ch. chu chan)

     3) Segundo Dhyana (Sânsc.: dvitiya-dhyana, Ch. er chan)

     4) Terceiro Dhyana (Sânsc.: trtiya-dhyana, Ch. san chan)

     5) Quarto Dhyana (Sânsc.: caturtha-dhyana, Ch. sz chan)

     6) Espaço infinito (Sânsc.: akasanantyayatana, Ch. kung wu byan chu)

     7) Consciência infinita (Sânsc.: vijnananantyayatana, Ch. shr wu byan chu)

     8) Nada que seja (Sânsc,: akincanantyayatana, Ch. wu swo you chu)

     9) Nem cognição nem não-cognição (Sânsc.: naivasamjnasamjnayatana, Ch. fei syang fei fei syang chu)

 

Nove pré-condições (Ch. jyou ywan)

     1) Espaço (Ch. kung)

     2) Luz (Ch. ming)

     3) Órgão (Ch. gen)

     4) Estado (Ch. jing)

     5) Atenção (Ch. dzwo yi)

     6) Base de discriminação (Ch. fen bye yi)

     7) Base de mácula e pureza (Ch. ran jing yi)

     8) Base fundamental (Ch. gen ben yi)

     9) Sementes como base (Ch. jung dz yi)

 

Dez Terras [de bodisatva] (Sânsc.: dasa-bhumi, Ch. shr di)

     1) Terra da Felicidade (Sânsc.: pramudita-bhumi, Ch. hwan syi di)

     2) Terra do Deixar a Imundice (Skt. vimala-bhumi, Ch. li gou di)

     3) Terra do Emitir Luz (Sânsc.: prabhakari-bhumi, Ch. fa wang di)

     4) Terra da Sabedoria Flamejante (Sânsc.: arcismati-bhumi, Ch. yan hwei di)

     5) Terra da Invencibilidade (Sânsc.: sudurjaya-bhumi, Ch. nan sheng di)

     6) Terra da Manifestação (Sânsc.: abhimukhi-bhumi, Ch. syan chyan di)

     7) Terra do Viajar ao Longe (Sânsc.: duramgama-bhumi, Ch. ywan sying di)

     8) Terra do Não Mover-se (Sânsc.: achala-bhumi, Ch. bu dung di)

     9) Terra da Boa Sabedoria (Sânsc.: sadhumati-bhumi, Ch. shan hwei di)

     10) Terra da Nuvem do Darma (Sânsc.: dharmamegha-bhumi, Ch. fa yun di)

 

Cem darmas [fenômenos]      Ver: “Shastra sobre o Portal da Compreensão dos Cem darmas”.

 

 

D. Obras citadas

Han-Shan (Ta Shih). Hsing-hsiang T'ung-shuo. Dinastia Ming; reimpressão Taipei: Fo-chiao Ch-u-pan She, 1976.

Hui-li. Life of Hsuan Tsang.

Maitreya (Bodhisattva). Yogacarabhumi-Sastra (Tradado sobre os estágios da prática da ioga). Ch. yu ch'ieh shih ti lun. T. 1579.

Hsuan-Tsang (Mestre do Tripitaca). Cheng Wei-Shih Lun (Tradado sobre a Consciência Apenas). T. 1509. (Reconstruído em sânscrito como vijnaptimatratasiddhi.)

Vasubandhu (Bodisatva); Hua, Hsuan. Shastra sobre o portão para entender os cem darmas – com comentário por Mestre do Tripitaca Hua. Talmage: Buddhist Text Translation Society, 1983. ISBN: 0881393207

Vasubandhu (Bodisatva). Trimsaka (Trinta versos sobre a Cosciencia Apenas). Ch. Wei-shih san-sihr lun.